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Lucélia Santos, Elke Maravilha e Zezé Motta engrandecem 1ª Mostra de Cinema de Itabira
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Atrizes levam charme à Pedra Que Brilha
As atrizes Elke Maravilha, Lucélia Santos e Zezé Motta estão confirmadas na Pedra que Brilha - Mostra de Cinema de Itabira. Elke Maravilha estará na abertura do evento, terça-feira, 14 de novembro, a partir das 19h, no Centro de Eventos Nossa Senhora Das Dores. Já Lucélia Santos, abre debate na quarta-feira, dia 15, logo após a exibição do documentário, Timor Leste, o qual é produtora e diretora. A atriz Global, Zezé Motta, enobrece a mostra de cinema no encerramento, domingo, dia 19 de novembro, no Centro de Eventos. As três receberão o Troféu “Pedra que Brilha”, em homenagem ao trabalho cultural que elas oferecem ao país. Outros artistas itabiranos também receberão a homenagem.
As atrizes
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Elke Maravilha
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Elke Maravilha que é atriz e personagem do longa-metragem “Zuzu Angel”, primeiro filme a ser exibido pela mostra, vive uma cantora de cabaré, de quem a personagem central, a estilista Zuzu Angel foi amiga na vida real.
Elke, que na época era também modelo da estilista, chegou a protestar em defesa da memória de Stuart Angel. Por conta disso, a atriz ficou presa por seis dias no Dops (Delegacia de Ordem Política e Social).
O pai de Elke, o russo George Grunupp, lutou pela Finlândia, contra a sua anexação pela União Soviética. Venceu a guerra, mas terminou perseguido pelo regime Stalinista e escapou da morte ao se mudar com a família para o Brasil. Elke Grunupp tinha seis anos quando chegou no Brasil e veio viver em Itabira.
Lucélia Santos nasceu em Santo André/ SP, Maria Lucélia dos Santos, estreou no teatro aos 14 anos com a peça infantil “Dom Chicote Mula Manca e seu Fiel Companheiro Zé Chupança”. Em 1976, Lucélia protagonizou a peça “Transe no 18”, ao lado do ator Milton Moraes. Foi então descoberta pelo diretor de televisão Herval Rossano e pelo autor de novelas Gilberto Braga. Com isso, a atriz foi convidada para interpretar a “Escrava Isaura”, mesmo depois de ter sido reprovada em vários testes da Globo. Em 76 ainda, Lucélia Santos estreou no cinema em “Paranóia”, de Antônio Calmon. Desde então não parou mais. Lucélia conseguiu construir uma carreira de sucessos contínuos que a transformaram em uma das atrizes mais populares e queridas da tv brasileira, além de ser conhecida mundialmente por causa das novelas exportadas pela Rede Globo.
A “Escrava Isaura” de Lucélia fez tanto sucesso, que foi exibida no país 5 vezes, além de ter sido exibida em mais de 100 países. O primeiro país da Europa a exibir a novela foi Itália. Por este trabalho, a atriz ganhou os prêmios “Águia de Ouro”, na China; e o “Latino de Ouro”, na Venezuela.
Lucélia Santos é tão amada fora do país que, na Hungria, um menino cego enfrentou horas de fila só para conhecer a atriz. Quando visitou a Polônia, Lucélia conseguiu colocar mais gente nas ruas que o Papa. Além disso, a população fez “vaquinha” para libertar a escrava. Tudo isso mostra o poder de interpretação da atriz.
Em 1981, Lucélia conquistou o prêmio de Melhor Atriz por seu trabalho em “Engraçadinha”, no XIV Festival de Cinema de Brasília. Por “Timor Leste”, ganhou o prêmio de Melhor Filme, Documentário, pelo Júri Popular, no Festival de Recife. Também ganhou o Prêmio Especial Lusofonia, no Cine-Eco 2001, além de ganhar o ET de Ouro de Melhor Roteiro, no Festival de Cinema de Varginha.
Atualmente a atriz está no ar na superprodução da Rede Record, a novela “Cidadão Brasileiro”, na qual interpreta a personagem Fausta.
Lucélia Santos chegou ao Timor Leste com sua equipe em 2000 e registrou durante um mês a trágica situação do povo maubere. “Timor Leste”, com 75 minutos, conta toda essa história, mostra a realidade do país e a esperança de seu povo por um futuro melhor.
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Zezé Motta
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Zezé Motta tem 59 anos e é natural de Campos, Rio de Janeiro. Ela começou sua carreira como atriz em 1967, estrelando a peça "Roda-viva", de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Atuou, a seguir, em "Fígaro, Fígaro", "Arena conta Zumbi", "A vida escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato", em 1969, "Orfeu negro", em 1972, e "Godspell", em 1974, entre outras.
Iniciou sua carreira de cantora em 1971, apresentando-se como crooner das casas noturnas Balacobaco e Telecoteco (SP). Produzida por Guilherme Araújo, apresentou-se em show realizado no Museu de Arte Moderna (RJ). Nas décadas de 70, 80 e 90 gravou LP’s e CD’s que deram a ela credibilidade no ramo artístico.
Como atriz, participou dos filmes "A rainha diaba", "Vai trabalhar vagabundo", "A força de Xangô", "Xica da Silva", filme que a consagrou internacionalmente e pelo qual recebeu vários prêmios, "Tudo bem", "Águia na cabeça", "Quilombo", "Jubiabá", "Anjos da noite", "Sonhos de menina-moça", "Natal da Portela", "Prisioneiro do Rio", "El mestiço", "Dias melhores virão", "Tieta", "O testamento do Sr. Napumoceno" e "Orfeu".
Em televisão, atuou nas novelas "Corpo a corpo", "Pacto de sangue", "A próxima vítima" e "Corpo dourado" e nas minisséries "Memorial de Maria Moura" e "Chiquinha Gonzaga", da Rede Globo, nas novelas "Kananga do Japão" e "Xica da Silva", e na minissérie "Mãe-de-santo", da Rede Manchete.
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